{"id":5948,"date":"2019-11-13T16:14:31","date_gmt":"2019-11-13T19:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/?p=5948"},"modified":"2019-11-13T16:26:08","modified_gmt":"2019-11-13T19:26:08","slug":"negros-ja-sao-maioria-no-ensino-superior-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/negros-ja-sao-maioria-no-ensino-superior-publico\/","title":{"rendered":"Negros j\u00e1 s\u00e3o maioria no ensino superior p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Foto de sala e aula com negros e pardos\" width=\"500\" height=\"333\" class=\"alignnone wp-image-5949 size-full\" title=\"(Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo)\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?resize=450%2C300&amp;ssl=1 450w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/geral687.jpg?resize=360%2C240&amp;ssl=1 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas pretas ou pardas (que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o negra) cursando o ensino superior em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Apesar desta parcela da popula\u00e7\u00e3o representar 55,8% dos brasileiros, \u00e9 a primeira vez que os pretos e pardos ultrapassam a metade das matr\u00edculas em universidades e faculdades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Os dados est\u00e3o no informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, divulgado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A compara\u00e7\u00e3o foi feita com as informa\u00e7\u00f5es do suplemento de educa\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio &#8211; Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), que come\u00e7ou a ser aplicado em 2016.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que a popula\u00e7\u00e3o negra est\u00e1 melhorando seus \u00edndices educacionais, tanto de acesso como de perman\u00eancia, apesar de ainda se manter bem atr\u00e1s dos \u00edndices medidos entre as pessoas brancas.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos no ensino superior passou de 50,5% em 2016 para 55,6% em 2018. Entre os brancos, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 78,8%. Na mesma faixa et\u00e1ria, o n\u00famero de pretos e pardos com menos de 11 anos de estudo e que n\u00e3o estavam frequentando a escola caiu de 30,8% em 2016 para 28,8% em 2018, enquanto o indicador para a popula\u00e7\u00e3o branca \u00e9 de 17,4%.<\/p>\n<p><strong>Outros percentuais<\/strong><br \/>\nOs que j\u00e1 haviam conclu\u00eddo o ensino superior somavam 36,1% dos brancos e 18,3% dos pretos e pardos, enquanto a taxa de ingresso no terceiro grau \u00e9 de 53,2% entre os brancos e de 35,4% entre pretos e pardos. Na faixa de 18 a 24 anos que concluiu o ensino m\u00e9dio, mas que n\u00e3o estava estudando por trabalhar ou precisar procurar trabalho, 61,8% eram pretos ou pardos.<\/p>\n<p>A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos, entre pretos e pardos caiu de 9,8% em 2016 para 9,1% em 2018. Entre os brancos, a taxa \u00e9 de 3,9%. Na frequ\u00eancia \u00e0 creche ou escola, crian\u00e7as pretas ou pardas de at\u00e9 5 anos passaram de 49,1% para 53%, enquanto 55,8% das crian\u00e7as brancas est\u00e3o nessa etapa da educa\u00e7\u00e3o. Nos anos iniciais do ensino fundamental, para crian\u00e7as de 6 a 10 anos, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a significativa, com 96,5% das brancas e 95,8% das pretas ou pardas frequentando a escola.<\/p>\n<p>A analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho disse que a melhora das estat\u00edsticas \u00e9 reflexo de pol\u00edticas p\u00fablicas que proporcionaram o acesso e perman\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o preta e parda na rede de ensino.<\/p>\n<p>\u201cO estudo mostra para a gente que para todos os indicadores educacionais h\u00e1 uma trajet\u00f3ria de melhora desde 2016. Isso se reflete em menor atraso escolar, mais pessoas pretas ou pardas frequentando a escola na etapa de ensino adequada para a idade, menor abandono escolar, mais pessoas pretas ou pardas concluindo o ensino m\u00e9dio e ingressando no ensino superior\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os rendimentos de pretos e pardos se mant\u00eam abaixo do segmento de brancos. O rendimento m\u00e9dio mensal entre brancos \u00e9 de R$ 2.796 e entre pretos e pardos cai para R$ 1.608, uma diferen\u00e7a de 73,9%. Na compara\u00e7\u00e3o apenas entre quem tem curso superior, os bancos ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos e pardos.<\/p>\n<p>Para o pesquisador do IBGE Claudio Crespo, a melhora nos indicadores dos negros \u00e9 relevante, mas como a desigualdade \u00e9 hist\u00f3rica e estrutural, os ganhos para a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda s\u00f3 aparecem com organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas.<\/p>\n<p>\u201cA interven\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 um fator essencial para a redu\u00e7\u00e3o dessa desigualdade. Onde h\u00e1 avan\u00e7os percebidos, apesar da dist\u00e2ncia que ainda reside, s\u00e3o espa\u00e7os em que houve interven\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e tamb\u00e9m organiza\u00e7\u00e3o do movimento social para a conquista de uma sociedade mais igualit\u00e1ria. Como as cotas para acesso ao n\u00edvel superior\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><br \/>\nNa representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, os pretos e pardos tamb\u00e9m ficam muito atr\u00e1s dos brancos, com apenas 24,4% dos deputados federais eleitos em 2018 tendo se declarado negros. Entre os deputados estaduais, o n\u00famero sobe para 28,9% e, entre os vereadores eleitos em 2016, o \u00edndice sobe, com 42,1% tendo se declarado preto ou pardo.<\/p>\n<p>Segundo o estudo do IBGE, a sub-representa\u00e7\u00e3o come\u00e7a nas candidaturas, com a autodeclara\u00e7\u00e3o de pessoas pretas e pardas totalizando 41,8% dos candidatos a deputado federal, 49,6% dos que tentam uma vaga nas assembleias estaduais e 48,7% dos que querem ser eleitos vereadores.<\/p>\n<p>No recorte de verbas utilizadas nas campanhas, 9,7% dos candidatos brancos a deputado federal tiveram receitas superiores a R$ 1 milh\u00e3o e, entre pretos ou pardos, o \u00edndice ficou em 2,7%. A representa\u00e7\u00e3o das mulheres pretas ou pardas chega a apenas 2,5% dos deputados federais, 4,8% dos deputados estaduais e 5% dos vereadores.<\/p>\n<p>Considerando todas as mulheres, elas representam 16,9% da C\u00e2mara dos Deputados, 31,1% das assembleias estaduais e 36,8% das c\u00e2maras municipais.<\/p>\n<p>Os dados de cor ou ra\u00e7a s\u00f3 come\u00e7aram a ser coletados pela Justi\u00e7a Eleitoral em 2014, com a pergunta inserida na inscri\u00e7\u00e3o da candidatura.<\/p>\n<p><em>*Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas pretas ou pardas (que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o negra) cursando o ensino superior em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Apesar desta parcela da popula\u00e7\u00e3o representar 55,8% dos brasileiros, \u00e9 a primeira vez que os pretos e pardos ultrapassam a metade das matr\u00edculas em universidades e faculdades p\u00fablicas. 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