{"id":5688,"date":"2019-10-30T10:25:08","date_gmt":"2019-10-30T13:25:08","guid":{"rendered":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/?p=5688"},"modified":"2019-10-30T10:25:08","modified_gmt":"2019-10-30T13:25:08","slug":"usp-e-harvard-criam-bateria-feita-de-gelatina-para-uso-na-area-medica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/usp-e-harvard-criam-bateria-feita-de-gelatina-para-uso-na-area-medica\/","title":{"rendered":"USP e Harvard criam bateria feita de gelatina para uso na \u00e1rea m\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Segundo Crespilho, a bateria j\u00e1 est\u00e1 pronta para ser fabricada, partindo do prot\u00f3tipo em funcionamento<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/mundo\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Foto de m\u00e9dicos do IQSC\/\/USP\" width=\"500\" height=\"333\" class=\"alignnone wp-image-5689 size-full\" title=\"(Foto:  Henrique Fontes\/IQSC\/USP)\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?resize=450%2C300&amp;ssl=1 450w, https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?resize=360%2C240&amp;ssl=1 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\nUma microbateria in\u00e9dita desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP e da Universidade Harvard promete levar mais seguran\u00e7a a uma s\u00e9rie de dispositivos m\u00e9dicos. Produzida a partir de gelatina vegetal, a tecnologia \u00e9 menos t\u00f3xica que as baterias tradicionalmente utilizadas na \u00e1rea da sa\u00fade, feitas de prata ou l\u00edtio. O novo dispositivo pode ainda ser ingerido sem riscos ao paciente ou at\u00e9 mesmo descartado em lixos org\u00e2nicos e no meio ambiente.<\/p>\n<p>As baterias convencionais, por serem fabricadas com materiais nocivos aos seres humanos, est\u00e3o entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es dos implantes m\u00e9dicos. \u201cCaso elas vazem dentro do paciente, s\u00e9rios danos podem ser causados, como a perfura\u00e7\u00e3o do es\u00f4fago e intestino, al\u00e9m de graves queimaduras. A ideia foi desenvolver uma bateria mais segura e composta por elementos abundantes no meio ambiente\u201d, explica Graziela Sedenho, doutoranda do IQSC e uma das autoras do trabalho.<\/p>\n<p>Revestida de silicone &#8211; material totalmente biocompat\u00edvel, a nova bateria \u00e9 feita a base de agarose, um biopol\u00edmero constitu\u00eddo de a\u00e7\u00facar, que pode ser extra\u00eddo de algas marinhas.\u00a0 Vendido comercialmente como gelatina vegetal, o produto \u00e9 respons\u00e1vel por manter a estrutura da bateria e foi escolhido por ser amplamente dispon\u00edvel, mecanicamente vers\u00e1til, seguro para consumo humano, est\u00e1vel \u00e0 temperatura corporal e de baixo custo. Com cerca de R$ 4, \u00e9 poss\u00edvel comprar agarose para produzir at\u00e9 700 microbaterias.<\/p>\n<p>Mais segura e sustent\u00e1vel, a nova tecnologia poder\u00e1 ser utilizada, por exemplo, para alimentar p\u00edlulas inger\u00edveis em exames de endoscopia, al\u00e9m de biossensores e microchips implant\u00e1veis, capazes de avaliar as condi\u00e7\u00f5es da flora intestinal, detectar bact\u00e9rias e monitorar os n\u00edveis de glicose no sangue. Esses produtos fazem parte de uma nova linha de dispositivos em desenvolvimento que deve ganhar cada vez mais espa\u00e7o na medicina, uma vez que s\u00e3o menos invasivos e mais precisos que os exames j\u00e1 conhecidos. No futuro, a ideia \u00e9 que a bateria possa ser aplicada em equipamentos cada vez maiores, como marca-passos e aparelhos eletr\u00f4nicos em geral.<\/p>\n<p><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p>Para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o de energia, os cientistas investigaram o desempenho de duas mol\u00e9culas eletroquimicamente ativas compostas por, principalmente, tr\u00eas elementos abundantes na natureza: carbono, nitrog\u00eanio e hidrog\u00eanio. Essas mol\u00e9culas foram sintetizadas em parceria com os pesquisadores norte-americanos e inseridas na gelatina, onde passaram a reagir e gerar eletricidade. \u201cO maior desafio foi identificar compostos seguros para serem utilizados nas baterias e, que ao mesmo tempo, apresentassem propriedades espec\u00edficas, as quais chamamos de redox. Felizmente, a natureza nos fornece alguns desses compostos. Muitos deles, inclusive, s\u00e3o encontrados nas pr\u00f3prias c\u00e9lulas dos seres humanos e v\u00eam sendo estudados pelo nosso grupo de pesquisa h\u00e1 mais de 10 anos\u201d, conta Frank Crespilho, professor do IQSC e coordenador do estudo.<\/p>\n<p>Para esse tipo de aplica\u00e7\u00e3o, as mol\u00e9culas devem seguir alguns crit\u00e9rios, entre eles, ser sol\u00favel em \u00e1gua, quimicamente est\u00e1vel, garantindo sua estabilidade, al\u00e9m de apresentar rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica revers\u00edvel, o que significa que elas devem favorecer o carregamento e o descarregamento da bateria. Embora existam algumas mol\u00e9culas que atendam a esses requisitos, o estudo precisou superar outro desafio: \u201cN\u00f3s conseguimos desenvolver essa bateria com compostos qu\u00edmicos similares aos encontrados no corpo humano\u201d, afirma Sedenho, que passou um ano em Harvard colaborando com os pesquisadores norte-americanos e teve sua pesquisa financiada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP).<\/p>\n<p>Os sistemas microeletr\u00f4nicos utilizados na \u00e1rea m\u00e9dica s\u00e3o projetados para serem alimentados por microbaterias, como \u00e9 o caso da nova tecnologia feita a base de gelatina, capaz de gerar em torno de 0,75 volts. Essa bateria \u00e9 pioneira na literatura cient\u00edfica em termos de utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de energia para alimentar, de forma segura, dispositivos biom\u00e9dicos. Os pesquisadores dizem que sua voltagem e corrente el\u00e9trica podem ser facilmente ajustadas de acordo com a aplica\u00e7\u00e3o pretendida. Com apenas uma carga, a nova bateria \u00e9 capaz de fornecer eletricidade para um biossensor inger\u00edvel por, aproximadamente, 100 horas. \u201cPrecisamos aliar efici\u00eancia com sustentabilidade\u201d, reitera Crespilho, que tamb\u00e9m \u00e9 vice coordenador do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) &#8211; Polo de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p><strong>Green battery<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados obtidos com o novo dispositivo geraram o artigo cient\u00edfico Non-corrosive, low-toxicity gel-based microbattery from organic and organometallic molecules,\u00a0publicado\u00a0na Journal of Materials Chemistry A, revista brit\u00e2nica da \u00e1rea de energia. Considerada uma \u201cgreen battery\u201d (bateria verde) devido a seu car\u00e1ter sustent\u00e1vel, a tecnologia se encaixa no conceito conhecido como economia circular, processo em que devolvemos um produto utilizado para a sua origem. No caso da bateria desenvolvida pelos pesquisadores da USP e Harvard, ela seria enviada de volta \u00e0 natureza, local onde os compostos que lhe d\u00e3o \u201cvida\u201d est\u00e3o presentes.<\/p>\n<p>Segundo Crespilho, a bateria j\u00e1 est\u00e1 pronta para ser fabricada, partindo do prot\u00f3tipo em funcionamento. Agora, a ideia dos pesquisadores \u00e9 explorar a utiliza\u00e7\u00e3o de novos compostos cada vez mais baratos e abundantes, al\u00e9m de trabalhar no design e miniaturiza\u00e7\u00e3o da bateria. \u201cEsperamos transferir essa tecnologia para a sociedade o mais breve poss\u00edvel. J\u00e1 estamos recebendo contatos de algumas empresas visando sua comercializa\u00e7\u00e3o, ou seja, ela est\u00e1 muito pr\u00f3xima da aplica\u00e7\u00e3o no dia-a-dia\u201d, finaliza o professor.<br \/>\n<em>*Henrique Fontes \u2013 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IQSC\/USP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Crespilho, a bateria j\u00e1 est\u00e1 pronta para ser fabricada, partindo do prot\u00f3tipo em funcionamento Uma microbateria in\u00e9dita desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP e da Universidade Harvard promete levar mais seguran\u00e7a a uma s\u00e9rie de dispositivos m\u00e9dicos. Produzida a partir de gelatina vegetal, a tecnologia \u00e9 menos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"magazine_newspaper_sidebar_layout":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[565],"tags":[1340,1342,1341,1306],"class_list":["post-5688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia-e-inovacao","tag-bateria-feita-de-gelatina","tag-biocompativel","tag-harvard","tag-usp"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/geral636.jpg?fit=500%2C333&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pfB4mB-1tK","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5688"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5688\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5690,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5688\/revisions\/5690"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnovelas.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}